As evidências arqueológicas sugerem que a produção do vinho remonta a épocas bem mais antigas do que nossa história escrita. Numa expedição arqueológica organizada pelo Dr. Patrick MacGoven, pesquisador da universidade de Pensilvania, EUA, foram encontrados fragmentos de jarras em escavações na localidade de Hajji Firuz Tepe, junto aos montes Zagros, no Irã. Assim, estes primeiros registro sugerem que o vinho tenha se iniciado na região do Cáucaso cerca de 6.000 a.c.. A partir deste ponto se disseminou para outras regiões. Primeiro, Egito e Fenícia em 3.000 a.c., depois, Grécia em 2.000 a.c., seguido de Itália, Sicília e Norte da Africa em 1.000 a.c., Espanha, Portugal, Sul da França em 500 a.c. e finalmente Norte da Europa e Inglaterra já no início do primeiro milênio.
A história escrita do vinho que podemos traçar hoje começa com os fenícios e gregos que colonizaram o Mediterrâneo a partir de 1100 a.c.. As evidências que se apresentam nos papiros e tumbas egípicias são muito remotas para que possamos dar qualquer sentido objetivo. Sabemos apenas que no Egito antigo o vinho desempenhava um papel importante na vida cerimonial.
Fontes gregas, como Plínio, descrevem as práticas de vinificação que foram responsáveis por introduzir o cultivo da Vitis Vinifera nas suas numerosas colônias. Como Dioniso era o deus grego e da diversão e o vinho era frequentemente mencionado nos escritos de Homero e Esopo.

Dr. Patrick McGovern segura uma
jarra de vinho de 5400-5000 A.C.
O vinho na religião

No Cristianismo o vinho é usado no sagrado rito da Eucaristia, quando Jesus compartilhou o pão e o vinho entre os discípulos (Lucas 22:19).
Crenças sobre a natureza da Eucaristia varia entre as denominações cristãs. Católicos Romanos, por exemplo, acreditam no milagre da transubstanciação, ou seja, na transformação do pão e do vinho na carne e sangue de Jesus. Evangélicos acreditam na consubstanciação, ou seja, o pão e o vinho já são o corpo e o sangue de Jesus.
